Sentindo, em voz alta
E se o julgamento não for algo a eliminar, mas sim uma das nossas melhores ferramentas?

E se o julgamento não for algo a eliminar, mas sim uma das nossas melhores ferramentas?
Tenho ouvido, em vários ambientes, a ideia de que o ato de julgar é algo negativo, algo que devemos evitar a todo o custo. Mas a verdade é que, para mim, o julgamento é uma EXCELENTE CARACTERÍSTICA HUMANA, desde que seja aplicado como um juízo de valor construtivo.
Para mim, o grande segredo está na direção para onde aponto a bússola: o julgamento é ESTRITAMENTE NECESSÁRIO quando o aplico a coisas, a ambientes e, acima de tudo, a mim mesma. E jamais na direção de outros seres humanos.
Perceber aquilo de que gosto, o que aprovo em mim e o que me faz bem nos ambientes e nas pessoas que me rodeiam não é arrogância. É puro autoconhecimento.
É saber exatamente o que me acrescenta e o que já não faz sentido na minha vida. E aqui entra um ponto fundamental, saber que quando este julgamento recai sobre mim, ele não me desperta a culpa. Não serve para me diminuir, nem traz a negatividade de me fazer sentir menos.
Pelo contrário! Ele impulsiona-me.
Dá-me a clareza e a força necessárias para assumir a responsabilidade de construir e ser a pessoa que quero ser e que admiro.
Por isso, quando alguém faz algo de que eu não gosto, o meu exercício deixou de ser, há muito tempo, julgar a ação dessa pessoa. Em vez disso, observo-me a mim. Observo o que aquilo me fez sentir. Porque é que aquela atitude mexeu comigo?
É nesse espaço de observação interna que eu descubro onde me encontro e para onde quero ir. É aí que aprendo a colocar os LIMITES saudáveis sobre aquilo que quero viver, e quais são os INEGOCIÁVEIS para mim, desta forma aprendo a conhecer-me cada vez melhor.
Julgar é bom. É libertador e transformador, desde que o nosso olhar recaia sobre nós, sobre o nosso crescimento e sobre as nossas próprias escolhas. 🤍